Leia uma síntese do
artigo El recurso al substituismo social elaborado
por Roberto Sáenz para a Revista Socialismo o
Barbarie nº 21 com o objetivo de trazer à tona os
problemas teóricos e estratégicos na elaboração
teórica de Arcary contidos no livro
As esquinas perigosas da
história.
A esquerda revolucionária e
seus desafios diante do governo Lula
Até agora Lula vem se aproveitando da onda favorável de crescimento econômico
dos últimos anos para manter o movimento de massas em geral e os trabalhadores
em especial em estado de paralisia. Sem dúvida, desde 2007 tem ocorrido uma
importante exceção: o movimento universitário que, com todas as contradições e
limites, tem saído a lutar por suas demandas específicas. Esse processo poderá
ter novos desenvolvimentos em breve.
Argentina: uma experiência operária
independente e baseada na democracia de base
A experiência sindical e
política que estão realizando os operários de FATE é uma lição para o conjunto
da classe trabalhadora brasileira e, em especial para as correntes que
reivindicam a ideologia do socialismo revolucionário.
FATE é líder no mercado interno de pneus na Argentina, sua fábrica se localiza
na Zona de Buenos Aires, espécie de ABC da cidade, pertencendo a um importante
grupo empresarial, o Grupo Madanes, que entre outros negócios é também dono da
maior fabricante de alumínios o mundo, a siderúrgica ALUAR.
Chamado aos companheiros do PSTU,
CST e demais grupos de esquerda revolucionária
O PSOL está acabado como alternativa independente e socialista
Construamos um novo partido revolucionário com liberdade de tendências
A criação do PSOL foi
marcada pela luta de se reagrupar a vanguarda que
rompia com o PT, após esse partido assumir a
Presidência da República e dar continuidade à
política neoliberal de FHC. Com isso, não queremos
dizer que Lula traiu os trabalhadores logo após
assumir a presidência, afinal quando houve a eleição
Lula e o PT, estes já eram um dos sustentáculos do
modelo econômico e do regime político burguês, já
totalmente adaptados ao capital. Entretanto, a
subida de Lula à presidência e, posteriormente, os
ataques que esse desferiu contra os servidores
públicos, possibilitaram a ruptura de um setor
minoritário de vanguarda e dos chamados
parlamentares radicais, dando origem à constituição
do PSOL. Isso abriu a possibilidade de que, a partir
desse fato, começasse uma progressiva reorganização
mais de conjunto da vanguarda e setores das massas
trabalhadoras em um sentido independente, hipóteses
que apostamos e pela qual trabalhamos desde Práxis.
Depois de quase um mês
de luta chegou ao fim a greve da REVAP (Refinaria
Vale do Paraíba). Dos, aproximadamente, dez mil
trabalhadores terceirizados pertencentes à doze
empresas que estão modernizando a refinaria, muitos
são pedreiros, eletricistas prediais, serventes e
ajudantes, encanadores e montadores industriais que
recebem entre R$ 630,00 e R$ 950,00. Isto é, um
salário muito baixo pelo tipo de serviço de alto
grau de periculosidade que desempenham.
Esses dez mil operários, se por um lado eram
altamente explorados e não possuíam nenhuma
experiência de luta e de organização sindical; por
outro lado, tiveram um nível de luta e de disposição
bastante invejável e ainda colocaram a burocracia da
CUT e do Sindicato da Construção Civil, ao qual
estão vinculados, para correr (literalmente) fazendo
com que o pelego presidente do Sindicato saísse
escoltado para não apanhar.
Sejamos realistas, queremos
o impossível! Maio de 68
Práxis
Como em
outros aniversários, os 40 anos do levante estudantil e
operário na França tem levantado uma série de debates no
seio da esquerda. Além de ser uma data, digamos
emblemática, esse ano se combina com a tentativa de
ataques realizados pelo presidente francês Sarkozy,
representante direto da direita francesa, que há pouco
tempo declarou que um dos seus objetivos como presidente
era “acabar com o que restou do maio de 68”. Mas não é
só do governo que vêm os ataques a maio de 68, um de
seus principais líderes, Bendit, hoje ocupante de uma
confortável sala no parlamento europeu, tal como FHC,
pediu que esquecessem o que ele falou em 68.
UNIFESP: luta pela saída do reitor
e democratização da universidade
Práxis
Como já
era de se esperar, novos fatos envolvendo o Reitor da
UNIFESP vieram à tona. Dessa vez as denúncias vieram da
Controladoria Geral da União (CGU), que comprovou o que
todo mundo já sabia: que o magnânimo reitor desviou e
fez mau uso de dinheiro público.
O
Primeiro Congresso da CONLUTAS ocorre em uma conjuntura
marcada por duas dinâmicas bastante importantes. A
primeira é a crise econômica que se aprofunda em escala
mundial, provocando a volta da inflação em escala global
e o aumento dos preços dos alimentos em todos os cantos
do planeta. O segundo elemento diz respeito à conjuntura
latino americana, esta vive uma forte polarização entre
os governos que se elegeram no rastro das “rebeliões
populares” - que marcaram o inicio do século em nosso
subcontinente- e a direita tradicional.
Honduras - Primeiras avaliações
sobre o paro cívico nacional
Carlos Amaya Fúnez Partido Socialista dos
Trabalhadores
Poucos
dias após a realização do primeiro ParoCívico
Nacional em Honduras, devemos fazer seu balanço tomando
em conta o que foi feito, os ensinamentos e as
perspectivas que se abrem a partir desta experiência
inédita.
A Conlutas precisa organizar uma
campanha nacional em defesa dos trabalhadores da GM
A
patronal da General Motors, uma das maiores montadoras
de automóveis do mundo, que controla cerca de 20% do
mercado nacional, vem realizando um brutal ataque aos
trabalhadores de sua unidade de São José dos Campos. Com
apoio de toda a burguesia da cidade, da igreja e da
prefeitura, a empresa tenta contratar 600 novos
operários de maneira precária, com menores salários e
banco de horas. Além disso, a empresa conseguiu isenção
de pagamento de IPTU e diminuição de ISS, com o discurso
de aumento da produtividade para justificar esse ataque
aos trabalhadores.